No infinito da nossa solidão
o tempo vai passando devagar
os sinos tocam no meu coração.
Um vento chega e movimenta a folha
da flor do livro desta nossa vida
e pronto a leva que se esvai em bolha.
Uma por uma, vazia de odores
leve canção de querer e não ser
tempo-momento que é noite sem cores.
Mas, fantasia vem e muda os fatos
no teatro da espera, os amigos
em cenas de aurora, em final de atos.
Um riso alegre vem com esperança
ouvir palavras, receber amores
felicidade chega uma criança...
É brisa que de leve toca as flores!
(Célia Lamounier de Araújo)
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