Impostora
Nilson Matos Pereira - Ateneu
Quando a tristeza, ébria, amargurada
Turvar de angústia o coração aflito
E pretender fazer sua morada
No peito teu como um ferrão maldito
Não dês ouvido ao lancinante grito
E fecha a porta e deixa bem trancada
E não te percas nunca nesse rito
Nem te lastimes, minha doce amada
Dona tristeza veste-se de vulto
Que tem imagem muito sedutora
No seu eterno e lastimoso culto
Não a hospedes nunca no teu seio
Se vacilares, entra essa impostora
Sem te dizer sequer por que ela veio.
Fonte: Elaborado & Formatado por: Cristina Pires
http://planeta.terra.com.br/arte/ateneu/index.htm
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