
AZUL SOZINHO
Doce estrada, por eucaliptos
margeada,
chumbada ao solo. De que lhe valem os perfumes?
Se dói a solidão desta noite azulada,
Tão esquecida pelos tutelares numes.
E em frente à varanda, eis
que o cipreste gigante,
quer da amplidão, carona, para chegar ao céu,
E beijar sua estrela, de azul tão brilhante,
Separada de si, pelo negror do véu.
Que ao pensar tão longe, a
lua pouco brilhou
Deixou que a noite invadisse, só prateou,
Descendo, sobre a natureza em tom marinho...
E a verde relva, agora,
azul enluarada,
Não vê que a água em bica, da fonte, exilada,
Transborda em meu coração todo azul sozinho!
